A suinocultura do Paraná segue consolidando sua força no cenário internacional. Em março de 2026, o estado registrou um volume expressivo de exportações, alcançando 21,36 mil toneladas de carne suína embarcadas. O desempenho representa o melhor resultado já observado para o mês e reforça a tendência de crescimento contínuo do setor, impulsionada principalmente pela demanda externa aquecida.
Um dos principais motores desse avanço foi o mercado filipino, que ampliou significativamente suas compras. O país asiático importou 4,64 mil toneladas no período, volume bastante superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Esse aumento demonstra a crescente inserção da proteína suína paranaense em mercados estratégicos e evidencia a competitividade do produto brasileiro no exterior.
No contexto histórico, o resultado de março figura entre os maiores já registrados, ficando atrás apenas de meses específicos do ano passado que tradicionalmente apresentam maior fluxo de exportações. Ainda assim, o crescimento de 10,1% em relação a março de 2025 confirma uma trajetória consistente de expansão, observada de forma contínua desde meados de 2024.
Além da suinocultura, outros segmentos do agronegócio paranaense também apresentam movimentos relevantes. Na pecuária leiteira, por exemplo, o cenário é de valorização. Após reajustes percebidos no varejo, o produtor começou a sentir reflexos positivos no campo, com aumento no preço pago pelo litro de leite. A média recente chegou a R$ 2,43 por litro, impulsionada principalmente pela redução na oferta típica do período de entressafra das pastagens.
No setor cafeeiro, o momento é de acomodação nos preços ao consumidor, ainda que em níveis elevados. Mesmo com uma leve queda em relação ao ano anterior, os valores seguem pressionados após um período de forte alta. A expectativa de uma safra mais robusta em 2026 traz perspectivas de alívio no mercado, com possível redução gradual dos preços ao longo do segundo semestre, caso a oferta se confirme.
Já na avicultura, o custo de produção do frango permanece relativamente estável, embora ainda pressionado pelos insumos, especialmente o milho. O preço pago ao produtor apresentou leve recuo, indicando um cenário de margens mais ajustadas. Fatores externos, como tensões geopolíticas, ainda não impactaram diretamente os custos, mas geram atenção quanto ao comportamento futuro dos insumos.
No complexo da soja, a queda no preço do grão contribuiu para uma leve redução no valor do óleo de soja no varejo em comparação com a média do ano anterior. Ainda assim, variações mensais mostram que o mercado segue sensível às oscilações da matéria-prima.
Por fim, na horticultura, a couve-flor apresentou elevação nos preços ao produtor e no varejo durante março, reflexo direto da menor oferta causada pelas condições climáticas do verão. A tendência, no entanto, é de estabilização com a chegada do outono, período mais favorável à produção.
De forma geral, o boletim evidencia um agronegócio paranaense dinâmico e resiliente, com setores se ajustando às condições de mercado interno e externo. Enquanto a suinocultura se destaca pelo forte desempenho nas exportações, outras cadeias produtivas demonstram capacidade de adaptação diante de desafios climáticos, econômicos e globais.









