Seca e geadas provocam forte redução na safra de feijão do Paraná
O Paraná, principal estado produtor de feijão do Brasil, enfrenta uma das maiores perdas dos últimos anos na segunda safra da cultura. A combinação entre a falta de chuvas e a ocorrência de geadas intensas comprometeu o desenvolvimento das lavouras, resultando em uma queda expressiva na produção estadual.
As estimativas apontam que a colheita deverá alcançar cerca de 332,1 mil toneladas, volume aproximadamente 38% menor em comparação ao ciclo anterior. O impacto é mais evidente nas regiões Centro e Sudoeste do estado, onde as condições climáticas adversas atingiram as plantações em momentos decisivos para a formação dos grãos.
Produtores relatam que as geadas registradas durante o mês de maio causaram danos significativos, especialmente nas áreas cultivadas com feijão-preto. Em algumas propriedades, as perdas ultrapassam metade da produção esperada, agravando um cenário que já era preocupante devido à estiagem prolongada.
Além da redução na produtividade, o mercado começa a sentir os efeitos da menor oferta. Os preços do feijão carioca apresentam tendência de alta, enquanto cresce a preocupação com o abastecimento de feijão-preto nos próximos meses. Diante desse quadro, especialistas não descartam a necessidade de ampliar as importações para equilibrar a oferta interna.
A situação reforça os desafios enfrentados pelos agricultores diante das mudanças climáticas e da maior frequência de eventos extremos. Para o setor agropecuário, a quebra da safra representa não apenas prejuízos econômicos aos produtores, mas também reflexos diretos para os consumidores, já que o feijão é um dos alimentos mais tradicionais e consumidos pelas famílias brasileiras.
O cenário acende um alerta para a importância de estratégias de adaptação no campo, buscando reduzir os impactos de fenômenos climáticos cada vez mais recorrentes sobre a produção agrícola nacional.









