Tomate acumula alta de quase 60% em 2026 e pesa no orçamento das famílias brasileiras
O tomate, um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros, voltou a registrar uma forte valorização nos supermercados e feiras do país. A disparada nos preços tem chamado a atenção dos consumidores e representa mais um desafio para o orçamento das famílias, especialmente diante do aumento acumulado ao longo de 2026.
Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostram que, após apresentar uma redução de 10,94% em agosto, o preço do tomate sofreu uma expressiva reversão em setembro, com avanço de 37,76%. A diferença entre os dois períodos evidencia a intensidade da oscilação e ajuda a explicar a preocupação dos consumidores.
No acumulado de 2026, a hortaliça já apresenta uma inflação de 58,70%, com variações significativas entre as regiões brasileiras pesquisadas. Belo Horizonte lidera os aumentos, com alta de 93,61%, seguida pelo Rio de Janeiro, com 93,26%, Porto Alegre, com 92,68%, e Curitiba, com 92,20%. Em Recife, a elevação registrada foi menor, chegando a 10,39%.
A diferença entre os índices regionais demonstra que o comportamento dos preços não é uniforme em todo o território nacional. Fatores relacionados à oferta, à distribuição, às condições de produção e à dinâmica dos mercados regionais podem influenciar diretamente o valor final pago pelo consumidor.
Por ser um produto bastante utilizado na alimentação cotidiana, o aumento do tomate acaba repercutindo em diferentes preparações, desde saladas e molhos até refeições servidas diariamente nos lares brasileiros.
O cenário reforça a importância de acompanhar o comportamento dos preços dos alimentos e os desafios enfrentados pela cadeia de hortifrúti, que envolve produtores, distribuidores, comerciantes e consumidores.
Enquanto os índices seguem pressionados, o tomate volta a ocupar espaço entre os produtos que mais chamam a atenção na inflação dos alimentos em 2026, evidenciando como as oscilações do mercado podem afetar diretamente o custo de vida da população.
Fonte: dados do IPCA, divulgados em reportagem do Agro+Podcast.










