A valorização do real diante do dólar tem influenciado negativamente as cotações da soja no mercado brasileiro. A movimentação cambial reduz a competitividade do grão nacional no cenário internacional, especialmente em comparação com a produção dos Estados Unidos. A análise foi divulgada nesta terça-feira (13) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Mesmo com a pressão exercida pelo câmbio, a desvalorização da oleaginosa no mercado interno tem sido parcialmente contida pelo bom desempenho das exportações brasileiras. Os embarques de soja e de seus derivados continuam expressivos, contribuindo para sustentar os preços pagos no país.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 7,36 milhões de toneladas de soja em grão durante setembro. O volume representa um recorde para o mês, reforçando a presença brasileira no mercado internacional.
Na comparação com agosto, porém, os embarques apresentaram uma redução de 25%. Segundo as informações divulgadas, esse comportamento está relacionado à sazonalidade das exportações, sendo considerado comum para o período.
O farelo de soja também apresentou resultados positivos no comércio exterior. As exportações do derivado cresceram 10% em relação a agosto e avançaram 18,5% na comparação com setembro de 2025, alcançando o maior volume já registrado para o mês.
O desempenho conjunto das vendas externas de soja em grão e farelo ajuda a amenizar os efeitos negativos do câmbio sobre as cotações internas. Ainda assim, a valorização do real permanece como um fator de atenção para os produtores e demais agentes da cadeia produtiva.
Diante desse cenário, o comportamento do dólar e a continuidade da demanda internacional devem seguir entre os principais fatores que influenciam a formação dos preços da soja no Brasil. Para o setor produtivo, acompanhar as oscilações cambiais e os números das exportações é fundamental para avaliar as oportunidades de comercialização da safra.









