Mercado pecuário ganha força e boi gordo alcança R$ 372,95

O mercado brasileiro do boi gordo iniciou a semana em ritmo de valorização. O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq encerrou a segunda-feira (5) em R$ 372,95 por arroba, estabelecendo um novo recorde nominal para a série. Mesmo com a movimentação normalmente mais moderada no começo da semana, a oferta limitada de animais terminados continua dando sustentação aos preços.

As escalas de abate dos frigoríficos, de maneira geral, estão entre três e sete dias, embora algumas empresas já apresentem programações mais longas, chegando a aproximadamente duas semanas. O cenário demonstra uma disponibilidade mais restrita de animais prontos para o abate em diferentes regiões produtoras.

Mato Grosso registra avanços nos preços

Em Mato Grosso, algumas praças registraram altas expressivas. Na região de Colíder, no norte do estado, os valores avançaram até R$ 10 por arroba, com negócios observados entre R$ 335 e R$ 340.

Apesar da valorização, a oferta local tem sido suficiente para atender à demanda dos frigoríficos, que trabalham com escalas mais confortáveis, entre nove e 14 dias.

Já em Rondonópolis, os preços firmes têm levado parte dos pecuaristas a segurar os animais terminados na expectativa de encontrar melhores condições de venda. Esse comportamento reduziu a liquidez, embora os frigoríficos ainda estejam conseguindo completar suas programações sem necessidade de reduzir significativamente o ritmo dos abates.

Na região, os negócios foram registrados entre R$ 335 e R$ 345 por arroba, enquanto as escalas ficaram entre quatro e nove dias.

Mercado gaúcho apresenta estabilidade

No Rio Grande do Sul, o comportamento do mercado é mais estável. As negociações seguem ocorrendo de maneira gradual e, em muitos casos, envolvem lotes menores.

Os ajustes positivos aparecem de forma pontual, enquanto a maior parte das cotações permanece sem grandes alterações. A oferta de animais está relativamente equilibrada e as escalas dos frigoríficos variam entre sete e dez dias.

A redução das atividades em algumas plantas frigoríficas também diminuiu a necessidade imediata de novas compras, contribuindo para ampliar o período das programações de abate.

No estado, os negócios com o boi gordo foram realizados, em média, a R$ 24,44 por quilo de carcaça.

Reposição também chama atenção

O mercado de reposição acompanha a firmeza observada no boi gordo. Os preços continuam sustentados e os leilões apresentam uma procura considerada aquecida, especialmente por fêmeas destinadas à reprodução.

Esse movimento ganha força com a aproximação da estação de monta, período em que cresce a busca por animais destinados à formação e renovação dos plantéis.

Outro ponto de atenção é a menor disponibilidade de boi magro, condição que também tem favorecido a valorização dos garrotes.

Com o mercado começando a semana em postura de observação, os preços permanecem firmes. Agora, produtores, compradores e frigoríficos acompanham a evolução das negociações para avaliar se a liquidez poderá aumentar nos próximos dias.

O comportamento da oferta de animais terminados e a estratégia dos pecuaristas diante das cotações recordes devem continuar entre os principais fatores de influência sobre o mercado pecuário brasileiro.