Programa de incentivo à suinocultura de MS inspira debate sobre possível adoção no Paraná
Um modelo de incentivo financeiro voltado à suinocultura, desenvolvido no Mato Grosso do Sul, passou a ser analisado como referência para possível implantação no Paraná. O tema foi discutido nesta semana durante reunião da Comissão Técnica de Suinocultura do Sistema FAEP, que avaliou os resultados do programa “Leitão Vida”, iniciativa coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul.
A proposta oferece bonificações aos produtores que cumprem exigências ligadas à sustentabilidade, biossegurança, bem-estar animal e eficiência produtiva. O objetivo é estimular melhorias contínuas nas propriedades e fortalecer a cadeia produtiva por meio de investimentos em infraestrutura e inovação.
O presidente do Sistema Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destacou a relevância de discutir políticas públicas que valorizem o setor, especialmente em um estado que se destaca nacionalmente na produção suinícola. Atualmente, o Paraná ocupa a segunda colocação no ranking brasileiro, com 12,9 milhões de suínos abatidos em 2025, representando cerca de 21% do total nacional.
A presidente da Comissão Técnica de Suinocultura, Deborah de Geus, ressaltou que a análise do modelo sul-mato-grossense busca identificar sua viabilidade técnica e operacional no estado paranaense. Segundo ela, experiências como essa demonstram que os recursos obtidos pelos produtores são revertidos em melhorias diretas nas granjas, impulsionando a competitividade e a qualidade da atividade.
O programa Leitão Vida estabelece critérios divididos em seis pilares: sustentabilidade social, econômica e ambiental, além de biossegurança, bem-estar animal e produção. O valor da bonificação varia conforme o nível de adequação do produtor às exigências.
A certificação ocorre por meio de auditorias presenciais realizadas nas propriedades, conduzidas pela Asumas, entidade responsável por avaliar o cumprimento dos protocolos e emitir os certificados de qualificação.
Representantes do programa destacam que, ao longo de três décadas de existência, a iniciativa tem impulsionado avanços importantes na sanidade animal, gestão das propriedades e adoção de práticas ambientalmente responsáveis, servindo como exemplo para outras regiões produtoras do país.









