Museu da Madeira preserva a história e o legado da atividade madeireira.
No distrito de Ubaldino Taques, em Coronel Domingos Soares, no Paraná, está nascendo um importante espaço dedicado à preservação da memória de uma das atividades que ajudaram a construir a identidade econômica e social da região. Trata-se do Museu da Madeira, uma iniciativa do Grupo Zugmann, por meio da Lavrama S/A.
O projeto foi idealizado com o objetivo de resgatar, preservar e compartilhar a história da atividade madeireira, valorizando o trabalho de gerações que contribuíram para o desenvolvimento regional. Durante visita ao local, a equipe do Agro+ Podcast foi recepcionada por Marlon, Supervisor Administrativo da Lavrama, que apresentou detalhes sobre o empreendimento e sua importância histórica.
Segundo seu Iaco, diretor da empresa e idealizador do museu, a criação do espaço é resultado de muitos anos de dedicação na coleta e preservação de materiais relacionados ao setor madeireiro. Para ele, a motivação é simples e genuína: preservar a história da família Zugmann e, ao mesmo tempo, a história de toda uma comunidade.
Seu Iaco destaca que o museu não pertence apenas à família Zugmann, mas a todas as pessoas que fizeram e ainda fazem parte dessa trajetória. A expectativa é que o espaço receba crianças, jovens, estudantes, trabalhadores e visitantes interessados em conhecer mais sobre a evolução da atividade madeireira e sua contribuição para o desenvolvimento da região.
Mais do que um museu, o local busca preservar raízes, cultura e conhecimento, evidenciando como a madeira se tornou um dos pilares da economia e da identidade regional ao longo das décadas.
Marlon explica que a ideia do museu surgiu do desejo de deixar um legado para as futuras gerações. O espaço foi planejado para contar a trajetória da madeira na humanidade desde os tempos mais remotos, passando pela descoberta e utilização do fogo, até os avanços tecnológicos que transformaram o setor ao longo dos séculos.
Logo nos primeiros contêineres expositivos, os visitantes poderão acompanhar a evolução da roda d’água, o desenvolvimento das florestas plantadas, a importância do reflorestamento e as práticas de manejo sustentável, demonstrando como a atividade florestal pode conciliar produção, preservação ambiental e desenvolvimento econômico.
Um dos grandes destaques do museu é uma serraria centenária, com quase 100 anos de história. O equipamento foi adquirido de uma família em Santa Catarina, onde ainda estava em pleno funcionamento no momento da compra. Toda a estrutura foi cuidadosamente desmontada e reconstruída no museu da madeira, preservando suas características originais.
De acordo com Marlon, chama a atenção o elevado conhecimento técnico empregado na construção dos equipamentos há cerca de um século. Grande parte da estrutura é composta por madeira, mantendo a autenticidade da época e demonstrando a capacidade de inovação dos trabalhadores daquele período.
A exposição também evidencia como as necessidades da sociedade impulsionaram a evolução das técnicas e maquinários utilizados na indústria madeireira, mostrando a constante busca por eficiência e melhores condições de trabalho.
Embora o Museu da Madeira ainda não esteja oficialmente aberto à visitação, os preparativos finais estão em andamento. A previsão é de que o espaço seja inaugurado para o público em meados do mês de agosto. Inicialmente, a visitação deverá ser gratuita, e a organização estuda os detalhes operacionais para receber os visitantes da melhor forma possível.
Também está prevista a criação de um canal exclusivo para agendamentos, permitindo que escolas, grupos e turistas possam programar suas visitas e conhecer de perto um dos mais importantes registros da história da atividade madeireira no Brasil.
Com um rico acervo histórico e uma proposta educativa voltada às futuras gerações, o Museu da Madeira surge como um importante patrimônio cultural de Coronel Domingos Soares, preservando a memória de um setor que ajudou a construir a história da região e do Paraná.


















