A preocupação com a falta de vacinas para a pecuária brasileira ganhou força nesta semana após a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil solicitar providências urgentes ao Ministério da Agricultura e Pecuária para conter o desabastecimento de imunizantes utilizados no rebanho nacional.
Em ofício encaminhado ao ministro André de Paula, a entidade destacou que produtores rurais de diferentes regiões do país enfrentam dificuldades para encontrar vacinas consideradas essenciais na prevenção de doenças que afetam bovinos e equinos. Entre os imunizantes em falta estão produtos voltados ao combate de clostridioses, leptospirose, tétano, influenza equina, encefalomielite e herpesvírus.
Segundo a CNA, a situação já provoca preocupação no setor devido ao aumento do risco sanitário dentro das propriedades rurais. Em alguns estados, inclusive, já foram registrados casos de mortalidade animal associados à ausência da vacinação adequada. O presidente da entidade, João Martins, alertou que a indisponibilidade desses produtos compromete diretamente a segurança sanitária dos rebanhos brasileiros.
Informações repassadas pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal apontam que a redução na oferta de vacinas está relacionada à saída do mercado brasileiro de uma importante empresa farmacêutica do setor ao longo de 2025. Apesar da expectativa de aumento da produção nos próximos meses, o abastecimento ainda não voltou à normalidade.
Diante do cenário, a CNA pediu esclarecimentos sobre quais ações estão sendo adotadas pelo governo federal para organizar a distribuição das doses restantes entre os estados e quais medidas emergenciais estão sendo colocadas em prática para recuperar a produção e garantir o fornecimento dos imunobiológicos.
A entidade também defendeu maior agilidade nos processos de registro sanitário, além da ampliação de fornecedores autorizados a atuar no mercado brasileiro. O objetivo é evitar novos impactos na cadeia pecuária e assegurar proteção ao rebanho nacional.
O tema já vinha sendo debatido pelo setor agropecuário e esteve em pauta recentemente durante reuniões realizadas na Expozebu, onde lideranças da bovinocultura discutiram alternativas para acelerar o reabastecimento das vacinas no país.









