Levantamento aponta irregularidades em arroz vendido como Tipo 1 em seis estados
Um levantamento realizado pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) identificou possíveis irregularidades na classificação de pacotes de arroz comercializados no varejo brasileiro. A análise encontrou produtos vendidos como arroz Tipo 1, mas que apresentavam características compatíveis com classificações inferiores.
Ao todo, foram avaliadas 268 embalagens adquiridas em estabelecimentos comerciais. Desse total, 215 amostras, correspondentes a 80,22%, apresentaram classificação abaixo daquela indicada nas embalagens.
A avaliação levou em consideração critérios utilizados para determinar a qualidade do arroz, entre eles a quantidade de grãos quebrados, a presença de matérias estranhas e outras características previstas para a classificação do produto.
As amostras foram coletadas em seis estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A pesquisa passou por 167 estabelecimentos distribuídos em 32 municípios.
A Federarroz, no entanto, ressalta que o levantamento não representa uma amostragem estatística de todo o mercado brasileiro. Segundo a entidade, os produtos foram selecionados a partir de sinais visuais de possíveis problemas ou de preços considerados muito abaixo dos praticados normalmente.
Mesmo com essa ressalva, os números chamam atenção para a necessidade de fiscalização da cadeia de comercialização. A classificação do arroz está diretamente relacionada aos padrões de qualidade e também influencia o valor pago pelo consumidor.
Para os produtores, a preocupação envolve a valorização do produto dentro das normas estabelecidas. Já para quem compra, a orientação é observar atentamente as informações presentes na embalagem e ficar atento à qualidade do alimento.
A entidade defende o fortalecimento das ações de fiscalização para identificar e impedir que produtos sejam comercializados com classificação diferente daquela que efetivamente apresentam.
O levantamento reacende o debate sobre a importância do controle de qualidade no setor arrozeiro e sobre a necessidade de garantir transparência desde a comercialização até a chegada do produto à mesa dos consumidores.









