Safra brasileira deve chegar a 360,8 milhões de toneladas, diz Conab

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Segundo a Conab, o resultado é influenciado pelo crescimento de 2,1% na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares — Foto: Antônio Neto/Embrapa

Conab eleva projeção e safra brasileira de grãos deve atingir novo recorde

A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 ganhou uma nova perspectiva positiva. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima sua estimativa e agora projeta uma colheita de 360,8 milhões de toneladas, consolidando a expectativa de uma das maiores safras da história do país.

O novo número representa um acréscimo de aproximadamente 700 mil toneladas em relação à previsão divulgada em julho. Quando comparado ao ciclo 2024/25, o crescimento chega a 2,4%, equivalente a cerca de 8,5 milhões de toneladas adicionais.

De acordo com a Conab, a expansão da produção está diretamente relacionada ao aumento da área destinada às lavouras. Para esta temporada, são estimados 83,5 milhões de hectares cultivados, crescimento de 2,1% sobre o ciclo anterior.

Mesmo com uma área maior, a produtividade média nacional deve permanecer próxima à registrada na safra passada, em torno de 4,3 mil quilos por hectare. O resultado demonstra a importância do avanço da área plantada aliado à manutenção do desempenho das lavouras.

Entre os principais destaques estão soja, milho, algodão e sorgo, que devem alcançar volumes recordes de produção.

A soja, principal cultura agrícola do Brasil, continua ocupando posição de destaque. A Conab estima uma produção de aproximadamente 180,5 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da projeção anterior, que apontava 180,6 milhões. Apesar do pequeno ajuste, o volume representa crescimento de 5,2% em relação à safra 2024/25.

O cenário reforça a força do agronegócio brasileiro e amplia as perspectivas para o abastecimento interno e para as exportações. Uma safra maior também movimenta diferentes setores ligados ao campo, como transporte, armazenagem, comercialização, indústria de máquinas, insumos e logística.

Para os produtores, entretanto, uma produção recorde não significa necessariamente maior rentabilidade. O desempenho financeiro da temporada continuará dependendo de fatores como preços das commodities, custos de produção, condições climáticas, câmbio, demanda internacional e disponibilidade de crédito.

Com a nova estimativa, a agricultura brasileira segue caminhando para mais um ciclo de grande produção, mantendo o país entre os principais protagonistas do mercado mundial de alimentos e matérias-primas agrícolas.

Fonte: dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).