Sementes e produtividade: Paraná em destaque no feijão

0
67
Foto: Secretaria da Agricultura e do Abastecimento

Paraná consolida liderança no feijão e responde por quase 40% das sementes do Brasil

O feijão, alimento presente diariamente na mesa dos brasileiros, tem no Paraná um dos seus maiores pilares de produção e inovação. O Estado reúne clima favorável, tecnologia no campo e uma forte estrutura agrícola, fatores que o colocaram, mais uma vez, no topo do ranking nacional em 2025. Aproximadamente um quarto de todo o feijão produzido no país saiu das lavouras paranaenses, somando perto de 865 mil toneladas nas duas safras do ano, com destaque para o excelente desempenho da segunda colheita.

Esse resultado expressivo não é fruto do acaso. Ele reflete um modelo produtivo que alia pesquisa científica, manejo eficiente e adoção de tecnologias modernas, garantindo maior produtividade por área cultivada e mais renda para o produtor rural. O Paraná se destaca justamente por produzir mais em menos espaço, mantendo padrões elevados de sustentabilidade e qualidade.

Além de ser líder na produção, o Estado também ocupa posição estratégica no desenvolvimento de sementes. Dados do Ministério da Agricultura indicam que, nas últimas safras, o Brasil implantou mais de 32 mil hectares de campos destinados à produção de sementes de feijão dos grupos carioca e preto. Desse total, quase 39% correspondem a cultivares desenvolvidas em solo paranaense, um número que demonstra a força da pesquisa local.

O protagonismo nessa área é do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), reconhecido nacionalmente pelo trabalho de melhoramento genético. O instituto desenvolve variedades adaptadas às condições dos agricultores e às diferentes regiões produtoras do país, oferecendo sementes mais produtivas, resistentes e alinhadas às exigências do mercado.

Atualmente, nove cultivares do IDR-Paraná estão sendo multiplicadas por produtores parceiros. No grupo do feijão preto, o instituto responde por mais de 70% da área de produção de sementes no Brasil. Um dos grandes destaques é a cultivar IPR Urutau, que lidera o ranking nacional de multiplicação, ocupando quase 10 mil hectares e representando mais de dois terços de toda a produção de sementes de feijão preto no país.

Ao longo de sua história, o programa de melhoramento genético do IDR-Paraná já colocou no mercado 42 cultivares, utilizadas por agricultores em praticamente todas as regiões produtoras do Brasil. Essas variedades ampliam as opções para o campo, reduzem riscos produtivos, ajudam a baixar custos e agregam valor ao produto final, beneficiando desde o pequeno produtor até a indústria.

A inovação não para. Em março de 2026, o instituto lançará a cultivar IPR Quiriquiri, do grupo carioca, que apresenta uma característica muito valorizada: o escurecimento lento da casca dos grãos. Isso significa maior tempo de prateleira e melhor aparência do feijão, atendendo às exigências do mercado e aumentando a competitividade do produto paranaense.

Com produção robusta e ciência aplicada ao campo, o Paraná reafirma sua posição como referência nacional no feijão, mostrando que investir em genética, tecnologia e gestão é o caminho para fortalecer o agro, garantir segurança alimentar e impulsionar o desenvolvimento rural no Brasil. 🌱🚜