Exportações de carnes brasileiras aceleram e já superam desempenho de fevereiro de 2025
O setor de proteínas animais brasileiro iniciou fevereiro de 2026 com forte ritmo nas exportações, demonstrando a elevada demanda internacional pelos produtos nacionais. Mesmo antes do encerramento do mês, os embarques de carne bovina já ultrapassaram todo o volume registrado em fevereiro do ano passado, evidenciando um cenário positivo para a agroindústria.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou, até o 13º dia útil de fevereiro, aproximadamente 192,7 mil toneladas de carne bovina. O resultado supera em 1,2% o total embarcado durante todo o mês de fevereiro de 2025, quando foram registradas 190,4 mil toneladas.
O avanço também é percebido no ritmo diário dos embarques. A média chegou a 14,8 mil toneladas por dia, crescimento expressivo de 55,69% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além do aumento no volume, os preços internacionais contribuíram para elevar a receita, com valor médio por tonelada próximo de R$ 29,7 mil — alta de quase 14%. Com isso, o faturamento parcial já soma R$ 5,72 bilhões, superando o total arrecadado em todo fevereiro de 2025.
No segmento de carne suína, o desempenho também apresenta evolução no ritmo diário das exportações. A média embarcada alcançou 6.391 toneladas por dia, avanço superior a 26% frente ao mesmo período do ano passado. O volume acumulado chegou a 83 mil toneladas até a metade do mês. Apesar do crescimento operacional, o preço médio apresentou leve recuo, ficando em R$ 13,2 mil por tonelada, o que resultou em faturamento parcial de R$ 1,10 bilhão.
Já a carne de frango mantém trajetória positiva, impulsionada pela competitividade brasileira no mercado externo. A média diária exportada atingiu 28,9 mil toneladas, aumento de 32,69% em comparação a fevereiro de 2025. O volume acumulado soma 376,5 mil toneladas, com preço médio de R$ 9,8 mil por tonelada e receita parcial de R$ 3,69 bilhões.
Os números reforçam a consistência das proteínas brasileiras no comércio global, com destaque para a carne bovina, que lidera o crescimento e confirma a força do agronegócio nacional nas exportações.








