A pesquisa agropecuária brasileira segue entregando resultados concretos ao setor produtivo, e a nectarineira BRS Carina é um exemplo claro desse avanço. Desenvolvida pela Embrapa, a cultivar surge como uma alternativa estratégica para produtores do Sul e Sudeste do Brasil, com destaque para a Serra Gaúcha, principal polo nacional de frutas de caroço destinadas ao consumo in natura.

Classificada como uma cultivar de meia estação, a BRS Carina apresenta baixa exigência de frio, entre 200 e 300 horas abaixo de 7,2 °C, o que amplia significativamente as possibilidades de cultivo em diferentes regiões. A floração plena ocorre entre o fim de julho e o início de agosto, enquanto a colheita se concentra entre o final de novembro e o começo de dezembro. Esse calendário permite antecipar a entrada do produto no mercado em relação a outras cultivares, como a BRS Janita, contribuindo para uma melhor distribuição da produção ao longo da safra.
No aspecto comercial, a BRS Carina se destaca pela qualidade visual e sensorial dos frutos. As nectarinas apresentam formato arredondado e coloração altamente atrativa, com mais de 90% da casca em vermelho intenso, sobre fundo amarelo-esverdeado. A polpa amarela combina equilíbrio entre doçura e acidez, boa firmeza e tamanho médio entre 5,5 e 6,5 centímetros, características valorizadas pelo consumidor e pelo varejo.
Outro ponto relevante é o desempenho produtivo. Em condições adequadas de manejo, a cultivar atinge produtividades superiores a 20 toneladas por hectare, reforçando sua viabilidade econômica e o interesse dos produtores que buscam rentabilidade aliada à qualidade do produto final.
Além dos ganhos no campo, a BRS Carina cumpre um papel estratégico para a fruticultura nacional. Ao oferecer uma cultivar bem adaptada às condições brasileiras, com padrão elevado de fruta, a pesquisa pública contribui para reduzir a dependência de materiais importados e fortalece a presença da nectarina nacional no mercado interno.
Assim, a BRS Carina consolida-se como uma opção promissora dentro do portfólio de cultivares desenvolvidas no país, ampliando a janela de colheita, elevando o padrão de qualidade das frutas e fortalecendo a competitividade da fruticultura brasileira.








