Adapar reforça vacinação contra raiva em 30 cidades do PR 🐄💉

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Vacinação obrigatória contra a raiva entra em vigor para 30 municípios do Oeste neste mês. Foto: Pablo Aqsenen/Adapar

Vacinação contra raiva passa a ser obrigatória em 30 municípios do Oeste do Paraná

Produtores rurais de 30 municípios da região Oeste do Paraná precisam ficar atentos a uma importante medida sanitária que entra em vigor neste mês de março. A vacinação obrigatória contra a raiva para animais de produção deve ser realizada até o dia 24 de março, conforme determinação estabelecida pela Portaria nº 368/2025 da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

A normativa, divulgada ainda em setembro do ano passado, concedeu um prazo de seis meses para que os produtores imunizem seus herbívoros domésticos a partir de três meses de idade. A exigência envolve animais como bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, ovinos e caprinos, que devem receber a dose da vacina para prevenção da doença.

De acordo com a orientação técnica, os animais que forem vacinados pela primeira vez precisam receber uma dose de reforço entre 21 e 30 dias após a aplicação inicial. Depois disso, a imunização deve ser mantida anualmente, garantindo a proteção contínua do rebanho.

A obrigatoriedade abrange os municípios de Boa Vista da Aparecida, Braganey, Campo Bonito, Capanema, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Catanduvas, Céu Azul, Diamante D’Oeste, Foz do Iguaçu, Guaraniaçu, Ibema, Itaipulândia, Lindoeste, Matelândia, Medianeira, Missal, Planalto, Pérola D’Oeste, Quedas do Iguaçu, Ramilândia, Realeza, Rio Bonito do Iguaçu, Santa Lúcia, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Três Barras do Paraná e Vera Cruz do Oeste.

A decisão de tornar a vacinação obrigatória nessas localidades foi baseada no histórico recente de focos da doença na região, além da proximidade com o Parque Nacional do Iguaçu, onde há circulação de morcegos hematófagos — principais transmissores da doença para animais de produção no meio rural. Também pesou na decisão o número de pessoas que precisaram de atendimento médico após contato com animais suspeitos.

Mesmo que a obrigatoriedade esteja restrita a esses 30 municípios, as autoridades sanitárias recomendam que a vacinação seja realizada em todo o território paranaense, como forma preventiva de proteção ao rebanho e à saúde pública.

A raiva é considerada uma das zoonoses mais graves existentes, com alto índice de letalidade tanto em animais quanto em seres humanos. Dentro do conceito de Saúde Única, que integra saúde humana, animal e ambiental, o controle da doença depende da atuação conjunta de diferentes setores e da participação ativa dos produtores rurais.

Dados do Departamento de Saúde Animal da Adapar mostram que, somente em 2025, foram confirmados 230 casos positivos de raiva em animais de produção, distribuídos em 197 focos no estado. A doença pode ocorrer tanto em áreas urbanas — onde cães e gatos são importantes transmissores — quanto em regiões rurais, onde morcegos hematófagos atuam como principais reservatórios do vírus.

Entre as ações realizadas pelos órgãos de defesa sanitária estão o monitoramento de abrigos de morcegos da espécie Desmodus rotundus, investigação de suspeitas da doença em herbívoros, coleta de amostras para diagnóstico e atividades de educação sanitária voltadas aos produtores. Essas iniciativas incluem orientações sobre identificação de morcegos hematófagos, reconhecimento dos sinais clínicos da raiva e procedimentos para notificação de casos suspeitos.

Especialistas reforçam que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. A imunização tem baixo custo, pode ser aplicada pelo próprio produtor e precisa ser feita anualmente. Isso porque, uma vez que o animal apresenta sinais clínicos da doença, não existe tratamento eficaz, tornando a prevenção a principal estratégia de proteção para o rebanho e para as pessoas que convivem no ambiente rural. 🐄💉

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Everaldo Mello (MTb 13.655/PR)
Everaldo Mello é jornalista registrado sob o nº 0013655/PR, natural de Palmas, Paraná, com 40 anos de idade. Atua na área da comunicação com foco no agronegócio, destacando-se pela seriedade, responsabilidade e compromisso com a informação de qualidade. É idealizador e responsável pelo Agro+ Podcast, projeto voltado à valorização do setor agro, levando conteúdo relevante, entrevistas e notícias que conectam produtores, empresas e profissionais do campo. Ao longo de sua trajetória, construiu credibilidade e reconhecimento por sua atuação ética e pela dedicação em fortalecer a comunicação regional e o agro brasileiro.