Produtores de SC enfrentam desafios climáticos no plantio da soja

O início do plantio da soja para a safra 2026/27 em Santa Catarina vem enfrentando obstáculos provocados pelas condições climáticas. O excesso de chuvas, a elevada umidade do solo e as temperaturas mais baixas têm comprometido o andamento das atividades no campo, atrasando a semeadura em importantes regiões produtoras.

Levantamento da Epagri/Cepa aponta que, até 24 de outubro, aproximadamente 20,2% da área prevista para o cultivo da oleaginosa havia sido semeada. No mesmo período da safra anterior, o índice era de 22,1%, evidenciando um ritmo inferior ao registrado no ciclo passado.

A situação é mais preocupante nas regiões de Canoinhas, Chapecó e Xanxerê, onde a sequência de dias chuvosos dificultou o acesso das máquinas agrícolas às lavouras. Em determinadas propriedades, produtores também relataram problemas na emergência das plantas, aumentando a necessidade de replantio.

Na região de Canoinhas, os volumes de precipitação ultrapassaram 120 milímetros em alguns municípios, acompanhados de temperaturas mais baixas. Já em Chapecó e Xanxerê, foram registrados cerca de 115 milímetros de chuva entre os dias 18 e 24 de outubro, dificultando a continuidade dos trabalhos de semeadura. O atraso na colheita do trigo também contribuiu para limitar a liberação de áreas destinadas ao cultivo da soja.

Por outro lado, algumas microrregiões apresentam desempenho mais favorável. Curitibanos alcançou 20% da área plantada, superando os 16% registrados no mesmo período da safra anterior. Em Campos de Lages, a semeadura chegou a 8%, enquanto no ciclo passado ainda não havia sido iniciada nessa época.

De acordo com o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Henrique Oldoni, a evolução do plantio está diretamente relacionada à melhora das condições climáticas. A ocorrência de períodos mais secos e com maior presença de sol pode favorecer a entrada das máquinas nas propriedades e permitir a retomada das operações.

Apesar das dificuldades enfrentadas pelos agricultores, a redução dos volumes de chuva observada em algumas regiões catarinenses no final de outubro trouxe uma perspectiva de recuperação do ritmo da semeadura.

O cenário reforça a importância do acompanhamento climático para o planejamento da safra. A expectativa é de que, com a melhora das condições do solo e a diminuição das precipitações, os produtores consigam avançar com o plantio da soja e reduzir a diferença em relação ao calendário do ciclo anterior.

As informações são da Epagri/Cepa, com dados atualizados semanalmente sobre o desenvolvimento do agronegócio catarinense.

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