Produtora deixa carreira jurídica e transforma gestão familiar em referência na produção de cana-de-açúcar
A sucessão familiar, o investimento em tecnologia e o compromisso com a sustentabilidade estão entre os fatores que impulsionaram os resultados da Estância Santa Rita de Cássia, localizada em Bariri, no interior de São Paulo. À frente da propriedade desde 2015, a produtora rural Lucille Papotti conseguiu mais que dobrar a produção de cana-de-açúcar, sem ampliar a área cultivada, demonstrando como a gestão eficiente pode contribuir para o fortalecimento do agronegócio.
Antes de assumir os negócios da família, Lucille construiu sua trajetória profissional na área jurídica, com atuação no Tribunal de Justiça. A decisão de mudar de carreira surgiu diante da necessidade de dar continuidade à história da propriedade rural, iniciada por seu avô há aproximadamente um século e mantida pelas gerações seguintes.
O acesso à orientação técnica, às novas tecnologias e ao conhecimento compartilhado por instituições e parceiros também tem papel importante nesse processo. A combinação dessas ferramentas permite aprimorar o manejo agrícola e fortalecer práticas que conciliam produtividade e conservação ambiental.
A experiência da produtora mostra que a sustentabilidade no campo depende de planejamento, conhecimento técnico e decisões que considerem tanto o desempenho econômico quanto a preservação dos recursos naturais.
Sucessão rural como caminho para o futuro do agro
A trajetória de Lucille Papotti representa um exemplo de como a sucessão familiar pode renovar a gestão de uma propriedade rural. Ao deixar a carreira jurídica para assumir a fazenda, ela deu continuidade ao legado construído por seu avô e seu pai, incorporando novas técnicas e ampliando a capacidade produtiva do negócio.
O caso também destaca a importância de preparar as próximas gerações para administrar propriedades rurais, preservar o conhecimento acumulado ao longo do tempo e buscar soluções para os desafios da agricultura moderna.
Em um cenário no qual eficiência, tecnologia e responsabilidade ambiental ganham cada vez mais espaço, histórias como essa reforçam que o futuro do agronegócio depende não apenas da terra e dos recursos disponíveis, mas também de pessoas preparadas para transformar tradição em inovação e garantir a continuidade da produção rural.










