Maçã valoriza no mercado e Brasil aumenta dependência do trigo externo

0
119

Maçã ganha força com redução dos estoques, enquanto trigo amplia dependência externa

 

O mercado brasileiro de maçãs iniciou a segunda metade de 2026 com sinais de recuperação nos preços. De acordo com informações acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização observada nos últimos dias está relacionada principalmente à diminuição gradual da quantidade de frutas armazenadas.

Embora os estoques ainda sejam considerados elevados, o volume disponível vem recuando em comparação com as semanas anteriores. Esse movimento reduz a oferta imediata e contribui para uma reação gradual das cotações. Entre as variedades, a maçã Fuji apresenta os avanços mais significativos nos valores negociados.

A expectativa de continuidade dessa recuperação dependerá do ritmo de comercialização e da disponibilidade das frutas armazenadas ao longo dos próximos meses. Com menor oferta disponível, o mercado tende a encontrar espaço para novas altas, especialmente se a demanda permanecer firme.

Trigo terá menor oferta nacional

No mercado de cereais, o cenário para o trigo também chama atenção. A área cultivada no Brasil na temporada 2026/27 deverá ser a menor dos últimos nove anos, desde 2017. A redução do espaço destinado à cultura tende a limitar a produção nacional e aumentar a necessidade de compras no exterior.

Estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que o Brasil poderá importar aproximadamente 7,5 milhões de toneladas de trigo entre outubro de 2026 e setembro de 2027.

Com esse volume, o país poderá subir para a quarta posição entre os maiores compradores mundiais do cereal, ficando atrás de Egito, Indonésia e Argélia.

O cenário reforça a importância do acompanhamento da produção brasileira e das condições do mercado internacional, já que uma oferta doméstica menor pode aumentar a exposição dos preços internos às oscilações externas e ao câmbio.

As informações são baseadas em dados do Cepea e estimativas do USDA.