Vazio sanitário da soja começa em junho nos principais estados produtores

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Vazio sanitário da soja começa em junho e reforça combate à ferrugem asiática

 

A partir de junho, produtores de soja de diversos estados brasileiros devem iniciar o período do vazio sanitário, uma medida considerada fundamental para o controle da ferrugem asiática, doença que segue sendo uma das maiores ameaças à produção da cultura no Brasil.

Durante esse período, fica proibida a presença de plantas vivas de soja nas propriedades rurais. O objetivo é interromper a sobrevivência do fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável pela ferrugem asiática, evitando que ele continue circulando entre uma safra e outra.

Especialistas do setor destacam que o vazio sanitário tem papel importante não apenas na redução da doença, mas também na preservação da eficiência dos fungicidas utilizados pelos produtores. Com menos pressão do fungo no campo, diminui-se a necessidade de aplicações excessivas de defensivos, reduzindo custos e ajudando no manejo sustentável das lavouras.

Além disso, o descumprimento das regras pode trazer prejuízos para toda a região produtora. Produtores que mantiverem soja viva durante o período proibido estão sujeitos a multas e outras penalidades, além de aumentarem o risco de disseminação da ferrugem para propriedades vizinhas.

Confira os períodos do vazio sanitário em alguns dos principais estados produtores:

Paraná: de 2 de junho a 31 de agosto

Mato Grosso: de 8 de junho a 6 de setembro

Mato Grosso do Sul: de 15 de junho a 15 de setembro

Goiás: de 27 de junho a 24 de setembro

Rio Grande do Sul: de 3 de julho a 30 de setembro

Santa Catarina: de 2 de julho a 30 de setembro

Bahia: de 26 de junho a 24 de setembro

Minas Gerais: de 1º de julho a 30 de setembro

A expectativa do setor produtivo é que o cumprimento correto do calendário sanitário ajude a diminuir perdas provocadas pela ferrugem asiática e contribua para uma safra mais saudável e produtiva no próximo ciclo.

O vazio sanitário é hoje uma das principais ferramentas de defesa fitossanitária da soja brasileira e depende da colaboração dos produtores para garantir resultados eficientes no controle da doença.